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Roubini, Basiléia e além

Este post é mais um de uma série de posts que faço em Portugues quando leio um bom livro em portugues. O livro em questão é A Economia das Crises (2010), de Nouriel Roubini e Stephen Mihm, e relata falhas na primeira versão do acordo de Basiléia que levaram ao colapso financeiro de 2008 nos EUA e no mundo, e o post será seguido de um complemento, apotando as falhas na segunda versão do mesmo acordo.

Enjoy!

 

Consideremos, por exemplo, dois bancos hipotéticos que investem USD 1 BI tomados de outras fontes. Um investe em obrigações superseguras do Tesouro dos EUA; o outro investe em obrigações de alto risco emitidas por empresas. De acordo com Basiléia I, os dois bancos atribuiriam um fator de risco diferente (percentual) para esses ativos diferentes.

Isso por sua vez, iria determinar o capital que o banco deveria ter relacionado a esses ativos e seu risco associado. Na pratica, o banco com dívidas superseguras do governo precisaria de menos capital que o banco com divida de alto risco.

O Basiléia I continha ainda outras clásulas. Os bancos que operavam em multiplos países precisavam manter um capital equivalente a 8% de seus ativos ponderados pelo risco. Em complemento, normas técnicas especificaram a forma que esse capital ou participação poderia ter: ações ordinárias, ações preferenciais e outros capitais de alta qualidade, que se chamou de Nível 1 [Tier 1], e então todo o restante, Nível 2 [Tier 2].

O primeiro acordo de Basiléia entrou em vigor na década de 1980, e a marioria dos países do G-10 adotou suas medidas até 1992. Muitas economias emergentes também adorataram essas normas  de forma espontanea, o que provocou o desmantelamento dos mercados emergentes; os padrões que faziam sentido para as economias industriais avançadas mostraram-se mais dificeis de serem aplicados em economias emergentes, em especial em tempos de crise.

Não menos inquietante, tambem ficou claro que os bancos haviam encontrado meio de ocultar os riscos que o acordo de Basiléia I não previra — por exemplo, securitizando ativos. Esses truques deram aos balanços dos bancos uma estabilidade aparente, mas não real. Os bancos haviam encontrado um meio de obedecer a letra, mas não ao espírito das normas.

Essas lacunas levaram ao Basiléia II.

Enquanto o primeiro tinha apenas 37 páginas, o novo acordo era dez vezes mais volumosos. Ele criou normas técnicas mais precisas sobre como dimensionar o risco relativo de vários ativos; sugeriu métodos para fazer tais cálculos; ampliou a definição de risco, de modo a  abranger novos perigos, como a probabilidadde de os ativos desvalorizarem no mercado aberto; procurou suprir várias omissões por meio das quais os bancos haviam ocultado riscos; exigiu que os reguladores acompanhassem com mais vigor o cumprimento da exigencia sobre requisitos de capital, e enumerou os meios sobre os quais os bancos publicariam suas demonstrações finaneiras.

Os membros do G-10 ratificaram a versão final do Basileia II em 2006.

Então procuraram as nações individualmente para que a implementassem, um processo que estava em andamento quando a crise eclodiu. Tornou-se imediatamente evidente que, com todas as suas especificações, o Basiléia II tinha sérias falhas. Embora muitas das revisões fossem uma resposta às crises de 1990, o acordo não protegeu os grandes bancos dos transtornos causados por uma grande crise financeira.

Em resumo, o Basiléia II presumiu que o sistema financeiro mundial era mais estável do que ele de fato era. Esse foi um grave erro.

— Nouriel Roubini

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Accrual

Accrual or accumulation of something is, in financial terms, the adding together of interest or different investment sources over a period of time.

It holds specific meanings in accounting, where it can refer to accounts on a balance sheet that represent liabilities and non-cash-based assets used in accrual-based accounting. These types of accounts include, among others, accounts payable, accounts receivable, goodwill, deferred tax liability and future interest expense.

For example, a company delivers a product to a customer who will pay for it 30 days later in the next fiscal year, which starts a week after the delivery.
The company recognizes the proceeds as a revenue in its current income statement still for the fiscal year of the delivery, even though it will get paid in cash during the following accounting period. The proceeds are also an accrued income (asset) on the balance sheet for the delivery fiscal year, but not for the next fiscal year when cash is received.

Similarly, a salesperson, who sold the product, earned a commission at the moment of sale (or delivery). The company will recognize the commission as an expense in its current income statement, even though the salesperson will actually get paid at the end of the following week in the next accounting period. The commission is also an accrued expense (liability) on thebalance sheet for the delivery period, but not for the next period when the commission (cash) is paid out to the salesperson.

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Luck

Luck is an event that meets three tests:

(1) some significant aspect of the event occurs largely or entirely independent  of the actions of the key actors in the enterprise ,

(2) the event has a potentially significant consequence (good or bad), and

(3) the event has some element of unpredictability.

Return on luck. Great by Choice, Collins and Hansen

World: Reboot

Macrowikinomics is the story of a world with two starkly contrasting realities. On the one hand, many of the institutions that have served us well for decades, even centuries, seem frozen and unable to move forward.

On the other hand, we see sparkling new possibilities as people with drive, passion and expertise take advantage of new web-based tools to get more involved in making the world more prosperous, just and sustainable. It’s a story of atrophy versus renewal, stagnation versus renaissance. And now every organization, and every team budding leader within them, must grapple with a profound choice: participating in reboot all the old models, approaches and structures or sit on the sidelines and risk institutional paralysis or even collapse.

We’re not talking about tinkering in the margins, but about reinventing and overhauling crumbling institutions and outmoded ways of working.  Inded, … , all this challenges the status quo, where the way to win is to stick to traditional hierarchical strucrures, rely exclusively on the people inside your organization to build the business, ferociously guard proprietary knowledge and intellectual assets, and think only of your shareholder interests.

Extracted from Wikinomics, chap 18

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